Celulose e frigoríficos concentram 75% das receitas; China lidera entre os compradores.
Da Redação

As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul alcançaram US$ 5,39 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, maior valor registrado para o período na série histórica. O resultado representa crescimento de 5% sobre os oito primeiros meses de 2025.
Os dados são do Observatório da Indústria da Fiems, com base no Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Duas cadeias concentram três quartos das receitas obtidas pela indústria sul-mato-grossense no exterior. Celulose e papel movimentaram US$ 2,15 bilhões, equivalentes a 40% do total, enquanto o complexo frigorífico respondeu por US$ 1,89 bilhão, ou 35%.
Somados, os dois segmentos alcançaram aproximadamente US$ 4,05 bilhões entre janeiro e agosto.
A terceira maior participação veio do grupo de óleos vegetais e demais produtos de sua extração, com US$ 580,5 milhões e fatia de 11% das receitas industriais.
Na sequência aparecem açúcar e álcool, com US$ 272,4 milhões; extrativo mineral, US$ 159,5 milhões; e siderurgia, metalurgia e metalmecânica, com US$ 125,3 milhões.
Indústria responde por 66% das exportações
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, os produtos industriais representaram 66% de tudo o que Mato Grosso do Sul exportou.
A participação foi ainda maior em agosto, quando a indústria respondeu por 72% das vendas estaduais ao exterior.
Somente no mês, os embarques industriais movimentaram US$ 704,4 milhões, crescimento de 3% em relação a agosto de 2025. Segundo o Observatório da Indústria, também foi o maior resultado já registrado para um mês de agosto na série histórica.
China compra US$ 1,83 bilhão
A China permanece como principal destino dos produtos industrializados de Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e agosto, as vendas para o mercado chinês chegaram a US$ 1,83 bilhão, o equivalente a cerca de 34% de toda a receita industrial obtida pelo Estado no exterior.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 499,6 milhões, seguidos pelos Países Baixos, com US$ 333,4 milhões, e pela Itália, com US$ 291,9 milhões.
Também figuram entre os dez maiores mercados dos produtos industriais de Mato Grosso do Sul Turquia, com US$ 173,2 milhões; Índia, US$ 146,8 milhões; Chile, US$ 141,4 milhões; Argentina, US$ 121,7 milhões; Uruguai, US$ 110,7 milhões; e Arábia Saudita, US$ 110 milhões.
Celulose e carne bovina puxam pauta
A concentração também aparece dentro dos principais grupos industriais exportadores. No segmento de celulose e papel, as pastas químicas de madeira representaram 99,4% das vendas ao exterior.
No complexo frigorífico, as carnes bovinas desossadas congeladas responderam por 60% das exportações do grupo, enquanto as carnes bovinas desossadas refrigeradas tiveram participação de 17%. Coxas e sobrecoxas de frango desossadas e congeladas representaram outros 4%.
Já entre os óleos vegetais e produtos derivados, bagaços e resíduos da extração do óleo de soja responderam por 43% das exportações. O óleo bruto de soja teve participação de 24%, e farinhas e pellets resultantes da extração do óleo de soja, de 21%.
No grupo de açúcar e álcool, outros açúcares de cana representaram 77% das vendas internacionais, enquanto o álcool etílico com teor de água inferior a 1% respondeu por 14%.
Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria da Fiems a partir do Comex Stat e têm como referência consulta realizada em 11 de setembro.





