Exportações do setor renderam US$ 2,47 bilhões em 2025; número de empregos praticamente dobrou em duas décadas.
Da Redação

Mato Grosso do Sul produziu mais de 1,06 milhão de toneladas de carnes em 2025, o maior volume já registrado no Estado. O avanço foi sustentado pelo aumento da produtividade e pela ampliação das vendas para o mercado internacional.
“Estamos no ponto mais alto da série histórica. Nunca se produziu tanta carne bovina quanto no último ano em Mato Grosso do Sul”, afirma o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende.
Entre 2006 e 2025, a receita das exportações de carnes bovina, suína e de frango cresceu 1.157%, passando de US$ 196,1 milhões para US$ 2,47 bilhões.
O número de trabalhadores formais do setor praticamente dobrou no mesmo período, passando de 20.651 para 40.656. A indústria frigorífica permanece como a maior empregadora entre os principais segmentos industriais analisados pela Fiems.
Ganho de produtividade
O crescimento ocorreu mesmo com a redução relativa do rebanho bovino e a conversão de áreas para outras atividades produtivas.
“O Estado reconverteu áreas para florestas plantadas, cana e agricultura, mas não perdeu participação na produção de proteína animal. Isso mostra ganhos de produtividade e eficiência”, explica Resende.
Segundo o economista, a expansão foi resultado principalmente do aumento da escala e da eficiência das unidades existentes, e não da abertura de novas plantas frigoríficas.
“O setor não cresceu principalmente pela abertura de novas plantas, mas pelo ganho de escala e produtividade das operações existentes. Mato Grosso do Sul ampliou sua presença nos mercados internacionais e alcançou novos consumidores”, acrescenta.
Participação nacional
Mato Grosso do Sul responde atualmente por cerca de 10% da produção brasileira de carne bovina e está entre os maiores produtores do país.
Para a Fiems, os resultados mostram que o Estado ampliou a agregação de valor à produção agropecuária e fortaleceu sua presença no mercado mundial de alimentos.




