13/08/2026 13:45

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Indústria de MDF de MS reúne especialistas para discutir como será a casa do futuro

Greenplac reuniu mais de 100 profissionais em São Paulo para debater tendências de comportamento, arquitetura e design previstas para 2027

Da Redação

Greenplac reúne arquitetos, designers e profissionais do setor para discutir tendências que devem transformar as casas e a forma de morar nos próximos anos (Foto: Greenplac/Divulgação).

Uma indústria de MDF instalada em Água Clara (MS) reuniu mais de 100 arquitetos, designers de interiores e profissionais do setor para discutir como mudanças climáticas, avanços tecnológicos e transformações sociais devem influenciar a maneira de morar nos próximos anos. O encontro foi promovido pela Greenplac MDF, no dia 6 de agosto, em São Paulo.

Batizado de “Insight 2027: A casa com mais significado”, o evento ocorreu no Espaço Solar Fábio Prado, no Museu da Casa Brasileira, e reuniu também clientes, parceiros e jornalistas para discutir tendências que devem chegar aos projetos residenciais.

Uma das principais discussões foi a tendência de a casa assumir cada vez mais características próprias de seus moradores, deixando de seguir padrões homogêneos e incorporando aspectos relacionados a histórias pessoais, necessidades, tecnologia e mudanças ambientais.

A futurista e alquimista social Andrea Bisker destacou durante o encontro que as mudanças climáticas também devem interferir na concepção das residências.

“A casa é onde nós nos protegemos das mudanças climáticas inevitáveis, é nosso abrigo climático. Precisamos trazer realidade ao nosso espaço, que carrega toda a nossa narrativa”, afirmou.

Segundo ela, projetar o futuro das residências também passa pela personalização dos ambientes.

“Temos o desafio de pensar hoje como será a nossa casa em 10 anos. O que sabemos hoje é que ela deve ser personalizada, uma casa cheia de significado, aliando tecnologia e afeto”, destacou.

Tendências aproximam indústria de arquitetos e designers

Para a gerente de Marketing da Greenplac MDF, Laís Carelo, a discussão faz parte de uma estratégia da indústria para antecipar tendências e estreitar o relacionamento com os profissionais responsáveis pela especificação de produtos nos projetos.

“Os profissionais que estão aqui hoje já têm um relacionamento com a marca. Eles foram realmente selecionados para estarem conosco para falar sobre o que está por vir. A Greenplac já faz isso há alguns anos. Em 2025, por exemplo, falamos sobre o que estava previsto para 2026. Então, nada melhor do que estar aqui hoje para falar sobre 2027”, afirmou.

O arquiteto Alexandre Brunatto, parceiro da empresa e responsável por estandes da Greenplac em grandes feiras do setor, defendeu que as transformações também representam um retorno à dimensão humana dos projetos.

“A casa não é só onde a gente mora, mas são as relações que a gente estabelece dentro dela. Esse olhar representa um resgate da dimensão humana, valorizando as memórias, os vínculos e as experiências de quem habita os espaços”, disse.

A estratégia de aproximação com arquitetos, designers e outros profissionais deverá ser levada a diferentes mercados. A empresa prevê ações em Campinas, litoral paulista, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, além de Goiânia e Brasília.

Fábrica de MS passa por expansão de R$ 120 milhões

O movimento de aproximação com o mercado ocorre enquanto a Greenplac amplia sua estrutura industrial em Água Clara. A companhia iniciou a instalação de uma nova prensa para produção de MDF revestido, adquirida como parte de um investimento de R$ 120 milhões na unidade.

Com o equipamento, a capacidade de revestimento deverá alcançar até 20 mil metros cúbicos de painéis madeirados por mês. A nova linha tem previsão de entrar em operação comercial entre o fim de 2026 e o início de 2027.

A prensa chegou à fábrica após uma operação logística que envolveu 34 contêineres desde o Porto de Santos. As fundações já foram concluídas e a montagem está em andamento.

Fundada em 2018 e integrante da Holding Colpar Brasil, a Greenplac possui cerca de 18 mil hectares de florestas próprias e produz MDF unicolor e madeirado. Os produtos são comercializados no Brasil e em outros países da América Latina.

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