11/08/2026 07:54

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Bailarino formado em Corumbá passa na primeira audição e ganha contrato

Marcos Souza entra para a Curitiba Cia. de Dança após imersão no Festival de Joinville.

Da Redação

Marcos Souza foi aprovado em sua primeira audição e integrará o elenco da Curitiba Cia. de Dança a partir de setembro (Foto: Divulgação).

Uma viagem ao maior festival de dança do Brasil terminou com contrato profissional para o bailarino Marcos Souza, formado pelo Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, em Corumbá. Ele foi aprovado em uma audição para a Curitiba Cia. de Dança e integrará oficialmente o elenco da companhia a partir de setembro de 2026.

A aprovação ocorreu durante a participação de Marcos no 43º Festival de Dança de Joinville, realizado em julho, em Santa Catarina. Com apoio do Instituto Cultural Vale, o bailarino participou de duas semanas de imersão artística, fez quatro cursos com profissionais brasileiros e estrangeiros e encarou três processos seletivos para companhias profissionais.

Foi durante a seletiva da Curitiba Cia. de Dança que Marcos conquistou a oportunidade. A avaliação teve quatro horas de duração, incluindo aulas de balé clássico, ensaios de dança neoclássica e contemporânea.

“A aula da Curitiba foi de três horas, mais uma hora de audição, quatro horas ao todo. Consegui pegar todas as sequências e, no fim, descobri que era para uma temporada inteira do ‘Quebra-Nozes’”, conta.

Inicialmente, o bailarino acreditava que a seleção seria apenas para o elenco do tradicional espetáculo natalino. Ao final do processo, porém, recebeu o convite para integrar a própria companhia.

“Não pensei duas vezes, aceitei e assinei o contrato. Eu imaginava que faria parte apenas do elenco do ‘Quebra-Nozes’, mas fui aprovado para entrar na companhia. Essa foi a minha primeira audição. Nunca tinha feito uma antes e já passei na primeira oportunidade”, comemora Marcos.

Formação na fronteira

Marcos começou a frequentar o Moinho Cultural ainda criança e construiu na instituição a base de sua formação artística. O projeto atende crianças, adolescentes e jovens na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.

“Tudo o que sou hoje é por causa do Moinho, que me transformou. Sou muito grato ao Instituto Cultural Vale por ter proporcionado essa experiência. Entrei no Moinho ainda criança e cresci dentro da instituição, onde construí a base da minha formação como bailarino”, afirma.

Durante o Festival de Joinville, Marcos participou de cursos de balé clássico com Luiz Rubén, um dos primeiros professores da instituição, e com Cláudia Mota, primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ele também teve aulas de dança contemporânea com Lili de Grammont, diretora artística da Companhia de Dança de São José dos Campos, e de balé clássico com o bailarino e coreógrafo francês Jason Sabrou.

“O Festival de Joinville é maravilhoso, o melhor do mundo, e eu nunca imaginei estar lá. É uma experiência que vou levar para a vida inteira”, diz o bailarino.

Para a fundadora e diretora artística do Moinho Cultural, Márcia Rolon, a contratação demonstra como a formação artística pode abrir caminhos profissionais para jovens da região de fronteira.

“Marcos é fruto de um processo de formação que começa muito cedo, ainda na infância, e que agora se transforma em uma conquista profissional concreta. É a prova de que investir em arte na fronteira gera resultados reais na vida dos nossos participantes”, destaca.

Moinho Cultural

Fundado há 21 anos, o Instituto Moinho Cultural Sul-Americano é uma organização da sociedade civil que utiliza a arte, a tecnologia, o empreendedorismo e a educação para atender crianças, adolescentes e jovens em territórios fronteiriços. Segundo a instituição, mais de 25 mil participantes já foram atendidos desde o início das atividades.

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