Máquinas passaram da tração pesada aos sistemas automatizados, com telemetria, piloto via satélite e tecnologias para reduzir o consumo de combustível.
Da Redação

Os tratores deixaram de ser equipamentos voltados apenas à tração e passaram a concentrar tecnologias de automação, conectividade e agricultura de precisão. A evolução é destacada pelo setor no Dia do Trator, celebrado em 12 de setembro.
Os modelos atuais contam com transmissões continuamente variáveis (CVT), motores mais eficientes, piloto automático via satélite, telemetria em tempo real e sistemas capazes de executar manobras automáticas nas cabeceiras das lavouras. Os recursos aumentam o rendimento das operações e reduzem o consumo de combustível e o esforço dos operadores.
A mecanização substituiu gradualmente a tração animal e o trabalho manual no campo. Com isso, tornou mais rápidos o preparo do solo, o plantio e a colheita, além de contribuir para o aumento da produtividade agrícola.
“O Dia do Trator é mais do que uma celebração da máquina; é uma homenagem à transformação da rotina do produtor rural. Desde a chegada das primeiras unidades ao país, o trator se tornou o coração pulsante da propriedade”, afirma o gerente de Marketing de Produto Tratores da Valtra, Winston Quintas.
Segundo ele, a tecnologia passou a ter papel central no desempenho dos equipamentos. “Na Valtra, acompanhamos essa jornada há mais de seis décadas no Brasil, evoluindo da força bruta para a inteligência de dados. O nosso compromisso é continuar entregando tratores que combinem alta potência, facilidade de operação e tecnologia de precisão, garantindo máxima rentabilidade e eficiência a cada hectare trabalhado”, acrescenta.
Evolução da mecanização
A Valtra iniciou a produção de máquinas agrícolas no Brasil em 1960, com a inauguração da fábrica de Mogi das Cruzes, em São Paulo.
Entre os avanços apresentados pela fabricante estão tratores com câmbio sincronizado, modelos pesados com tração 4×4 e a adoção da turboalimentação. A empresa também incorporou mudanças ergonômicas e operacionais, como cabines climatizadas instaladas de fábrica.
Na área ambiental, a fabricante foi a primeira do setor no Brasil a homologar motores agrícolas para o uso de biodiesel e instalou um laboratório destinado ao controle de emissões desses equipamentos.
Em 2017, a empresa introduziu no mercado brasileiro tratores com transmissão continuamente variável. A tecnologia ajusta automaticamente a relação entre velocidade e rotação do motor, buscando melhorar o desempenho e reduzir o consumo de combustível durante as operações.
A fabricante também desenvolveu no Brasil a linha de plantadeiras dobráveis Momentum e ampliou o portfólio de tratores de alta potência com as séries Q5 e S6. As máquinas podem operar integradas à plataforma Fuse, que reúne ferramentas de conectividade, monitoramento e agricultura de precisão.




