04/09/2026 06:34

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Atividade da construção segue abaixo do nível registrado em 2025

Índice ficou em 47,2 pontos em julho, enquanto empresários do setor acumulam 20 meses de pessimismo.

Da Redação

A indústria da construção continuou em ritmo inferior ao registrado no ano passado. Em julho, o índice de evolução da atividade variou 0,1 ponto e chegou a 47,2 pontos, permanecendo 0,5 ponto abaixo da média histórica para o mês.

Indicadores inferiores a 50 pontos representam queda da atividade em relação ao mês anterior. Os dados fazem parte da Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta segunda-feira (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A desaceleração também apareceu na Utilização da Capacidade Operacional (UCO), que mede o ritmo de funcionamento dos canteiros de obras. O indicador caiu 1 ponto percentual em agosto, para 66%, e ficou 2 pontos percentuais abaixo do resultado registrado no mesmo período de 2025.

Emprego apresenta desempenho mais favorável

O mercado de trabalho da construção apresentou resultado relativamente melhor. O índice de evolução do número de empregados avançou 0,4 ponto em julho e chegou a 48,3 pontos.

Embora permaneça abaixo da linha de 50 pontos, o indicador ficou 1,6 ponto acima da média histórica para julho.

Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o emprego costuma reagir mais lentamente às mudanças no nível da atividade.

“Essa diferença entre os comportamentos é comum em situações de desaceleração da atividade, que leva um pouco de tempo a mais para começar a se refletir no emprego, sobretudo depois desse longo período de mercado de trabalho bastante aquecido”, explica.

Empresários acumulam 20 meses de pessimismo

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) da Construção subiu 1,6 ponto em agosto e alcançou 47,2 pontos.

A melhora foi provocada pelo avanço dos componentes que medem a percepção dos empresários sobre as condições atuais e as expectativas para o desempenho das empresas e da economia.

Apesar da alta, o indicador permaneceu abaixo dos 50 pontos, linha que separa confiança de falta de confiança. Com isso, os empresários da construção completaram 20 meses consecutivos de pessimismo.

Expectativas permanecem moderadas

Os empresários não esperam mudanças significativas no desempenho do setor nos próximos meses. As projeções indicam estabilidade nas compras de insumos e matérias-primas e no número de empregados.

Para o nível de atividade, a expectativa é de leve crescimento. Em relação ao lançamento de empreendimentos e serviços, porém, o setor ainda projeta retração.

Confira os índices de expectativa:

  • Compras de insumos e matérias-primas: alta de 1,8 ponto, para 50,1 pontos;
  • Número de empregados: avanço de 0,9 ponto, para 50 pontos;
  • Nível de atividade: crescimento de 1,4 ponto, para 50,6 pontos;
  • Novos empreendimentos e serviços: queda de 0,2 ponto, para 48,7 pontos.

A intenção de investir permaneceu estável em 42,2 pontos. Apesar da ausência de crescimento, o resultado ficou acima da média histórica do indicador, de 38,4 pontos.

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