04/09/2026 04:01

04/09/2026 04:01

Congresso debate uso de R$ 12 trilhões em imóveis públicos ociosos

Evento no Rio de Janeiro discute alternativas para transformar patrimônio parado em receita, moradia e abrigo emergencial.

Da Redação

Enquanto órgãos públicos alugam prédios, salas e armazéns particulares, uma parcela do patrimônio imobiliário da União, dos estados e dos municípios permanece sem utilização. Segundo estimativa do Congresso Internacional do Mercado Imobiliário (CIMI360), esses imóveis somariam cerca de R$ 12 trilhões em valores atualizados de mercado.

O aproveitamento desse patrimônio será um dos temas da terceira edição do CIMI360, marcada para os dias 27 e 28 de agosto, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

“O país paga para não usar o que já é seu. Cada imóvel parado é uma oportunidade urbanística perdida: poderia ser habitação social, distrito industrial ou condomínio logístico”, afirma Heitor Kuser, CEO e idealizador do congresso.

Mesmo desocupados, os imóveis podem gerar despesas com limpeza, manutenção, vigilância e condomínio, além de sofrerem deterioração. Conforme a destinação e a legislação aplicável, o patrimônio pode ser aproveitado por meio de venda, leilão, concessão ou parceria, mediante avaliação prévia, autorização legal e cumprimento das normas fiscais.

Uso em situações de emergência

Outra possibilidade discutida pelo congresso é a utilização temporária de prédios públicos desocupados como abrigos em situações de emergência ou desastres naturais.

Kuser cita o modelo adotado em Coimbra, em Portugal. A cidade, que convive historicamente com as cheias do rio Mondego, mantém um plano municipal de emergência com prédios públicos previamente identificados para receber moradores em caso de inundação.

Segundo ele, iniciativas semelhantes poderiam ser adotadas no Brasil em situações como as enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024. A prefeita de Coimbra, Ana Abrunhosa, integra a programação internacional do CIMI360 e participará do debate sobre o tema.

Programação do congresso

A edição de 2026 terá quatro eixos principais: imóveis públicos, ativos imobiliários em dificuldade financeira, consórcios e tokenização imobiliária.

O evento também será realizado em conjunto com a 11ª edição do Congreso Inmobiliario Latinoamericano, promovido pela Confederação Imobiliária Latino-Americana (Cila). De acordo com a organização, os encontros devem reunir mais de 10 mil profissionais de 40 países.

Entre os convidados internacionais anunciados estão:

  • Lily Chang, presidente mundial da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci);
  • Luca Bertalot, secretário-geral da EMF-ECBC, entidade que representa os mercados hipotecário e de títulos garantidos da Europa;
  • Ana Abrunhosa, prefeita de Coimbra e ex-ministra da Coesão Territorial de Portugal;
  • Pepe Gutiérrez, especialista em inteligência artificial aplicada ao mercado imobiliário;
  • Jean-Côme d’Almeida, diretor comercial do Mipim e do Mapic, eventos internacionais do setor realizados em Cannes, na França.

A programação conta ainda com a participação de empresas, entidades de classe e representantes dos mercados imobiliário, financeiro e tecnológico.

Compartilhe:

Útimas notícias

plugins premium WordPress