Serão 26 máquinas que serão utilizadas em uma ferrovia própria, que vai conectar a planta à Malha Norte e ao Porto de Santos.
Da Redação

A Arauco avançou na implantação do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS), ao receber as primeiras locomotivas que irão compor a estrutura logística da futura fábrica de celulose no Estado. O anúncio foi feito em março de 2026 e marca uma nova etapa no desenvolvimento do empreendimento, considerado um dos maiores investimentos industriais em curso no Brasil.
Ao todo, serão 26 locomotivas do modelo ES44, da fabricante Wabtec, que irão operar na ferrovia própria EF-A35. A malha, cuja construção começou em dezembro de 2025, terá 45 quilômetros de extensão, além de 9 quilômetros de trilhos dentro da área industrial, conectando a unidade à Malha Norte, operada pela Rumo.
A estrutura permitirá o escoamento da produção de celulose diretamente por ferrovia até o Porto de Santos (SP), reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência operacional. A estimativa é que o modelo ferroviário evite cerca de 190 viagens diárias de caminhões e reduza em até 94% as emissões de dióxido de carbono em comparação ao transporte rodoviário.
Segundo o diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, a iniciativa contribui para ampliar a previsibilidade e a segurança nas operações. A ferrovia foi dimensionada para transportar até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com composições que podem chegar a 9.600 toneladas.
As locomotivas da série Evolution contam com tecnologia embarcada para monitoramento operacional, controle automático de velocidade e sistemas de segurança que reduzem riscos de acidentes. Os equipamentos também possuem motores de alta eficiência, com capacidade de operar com biocombustíveis e reduzir o consumo de combustível em até 6% em relação a gerações anteriores.
O Projeto Sucuriú representa um investimento de US$ 4,6 bilhões e prevê a construção de uma fábrica com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Localizado a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, o empreendimento deve iniciar operação no final de 2027.
Durante a fase de obras, a expectativa é de geração de mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Após o início das operações, cerca de 6 mil empregos diretos devem ser mantidos nas áreas industrial, florestal e logística.
A iniciativa reforça o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos da indústria de celulose no país, ampliando a competitividade do setor e atraindo novos investimentos para a região.





