10/01/2026 01:58

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Veterinários alertam para cuidados com pets durante fogos e viagens no fim de ano

Especialistas explicam impactos do estresse em cães e gatos e indicam estratégias de prevenção, como preparo do ambiente e uso de homeopatia.

Da Redação

Fogos de artifício e mudanças na rotina podem provocar estresse e alterações comportamentais em cães e gatos durante o fim de ano (Foto: Freepik).

Veterinários alertam que o período de festas de fim de ano exige atenção redobrada dos tutores com o bem-estar de cães, gatos e outros animais de estimação, diante do aumento de estímulos como fogos de artifício, viagens longas, mudanças na rotina e maior circulação de pessoas dentro de casa. As orientações valem especialmente para datas como Natal e Ano Novo, quando o estresse pode provocar impactos fisiológicos e comportamentais significativos nos pets.

Segundo o médico veterinário Luis Felipe Marques de Campos, promotor técnico da Homeopet, o barulho intenso dos fogos desencadeia uma reação em cadeia no organismo dos animais. “Qualquer situação estressante estimula uma resposta que começa no diencéfalo e termina com o aumento de secreção de adrenalina e cortisol”, explica. Ele ressalta que, embora essa resposta seja natural, quando ocorre de forma frequente ou intensa pode gerar alterações comportamentais relevantes.

Durante o fim de ano, os fatores estressores costumam se acumular, como sons incomuns, presença de visitas, ausência do tutor e deslocamentos prolongados. “Para os pets que ficam, é uma época diferente, com barulhos constantes e sem a presença do tutor para transmitir segurança. Para os que viajam, tudo muda: rotina, ambiente, pessoas e até o contato com outros animais”, afirma Luis.

Os sinais de estresse nem sempre são facilmente identificados pelos tutores. Alguns animais passam a comer em excesso, enquanto outros destroem móveis, objetos ou desenvolvem comportamentos repetitivos, como lamber as patas de forma insistente. Há casos em que o estresse pode evoluir para automutilação. De acordo com o veterinário, essas manifestações devem ser interpretadas como alertas de que o organismo está tentando lidar com a sobrecarga emocional.

A médica veterinária Cláudia Karolline Queiroz de Oliveira destaca que uma das estratégias de suporte envolve o uso de homeopatia, sem efeito sedativo. “O Anizen não altera o estado de percepção nem a personalidade do animal. Ele apenas ajuda a lidar melhor com o estímulo estressante”, explica. Segundo ela, o produto pode ser utilizado de forma contínua, inclusive em animais com ansiedade ou compulsão, sem contraindicações conhecidas e em diferentes faixas etárias e espécies, como aves e primatas.

Apesar dos benefícios, Cláudia reforça que o cuidado deve ser integrado. A preparação do ambiente é fundamental, especialmente nos momentos de queima de fogos. Criar um espaço tranquilo, com local confortável e menor exposição ao barulho, contribui para que o animal se sinta mais seguro. Em situações mais críticas, a frequência do uso do medicamento pode ser ajustada, sempre com orientação profissional.

A recomendação dos especialistas é que os tutores adotem medidas preventivas antes que o estresse se intensifique. Animais naturalmente medrosos ou ansiosos devem receber suporte antecipado, com início do uso da homeopatia alguns dias antes das datas comemorativas ou viagens. “Fogos, mudanças na rotina e maior movimentação podem causar muito estresse, mesmo em pets que parecem tranquilos. Cuidar do bem-estar emocional dos animais é tão importante quanto cuidar da saúde física”, conclui a veterinária.

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