
A Acrissul manifesta preocupação crescente com a sucessão de medidas adotadas por importantes mercados internacionais que vêm impondo restrições às importações de carne bovina e suína brasileira.
Nos últimos meses, observamos movimentos sucessivos por parte dos Estados Unidos, do Japão e, agora, do México, que passaram a adotar cotas, tarifas adicionais ou outros mecanismos de limitação ao ingresso de proteína animal estrangeira. Embora cada medida tenha justificativas específicas, o conjunto dessas decisões revela uma tendência clara de fechamento de mercados e proteção das produções nacionais.
A recente decisão do governo mexicano de estabelecer cotas com tributação sobre volumes excedentes reforça esse sinal de alerta. Trata-se de uma medida que afeta diretamente países exportadores competitivos, como o Brasil, e que não pode ser tratada como um episódio isolado.
Diante desse cenário, a Acrissul entende que não é mais possível assistir passivamente à adoção reiterada de barreiras comerciais sem uma resposta institucional clara do Estado brasileiro. É fundamental que o governo federal se posicione de forma firme, tanto no campo diplomático quanto no comercial, defendendo os interesses da produção nacional.
A entidade defende que o Brasil avance na discussão de políticas de reciprocidade comercial, bem como no fortalecimento de acordos bilaterais e multilaterais que assegurem previsibilidade e equilíbrio nas relações comerciais.





