
“Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos”, escreveu Paulo Freire. É nesse território de descobertas, conflitos, imaginação e palavra viva que o Festival da Juventude 2026 finca suas raízes e abre inscrições para seus concursos, que serão o coração pulsante desta segunda edição.
Depois de reunir cerca de cinco mil pessoas em 2024, entre estudantes, famílias e artistas, o festival retorna agora à Cidade Universitária da UFMS, em Campo Grande, entre os dias 26 e 28 de março, reafirmando sua proposta de colocar a juventude no centro da criação cultural. Com programação gratuita, o evento reúne literatura, cinema, teatro, música, oficinas, debates e uma grande feira de livros, tendo os concursos como principal porta de entrada para novos talentos.
Para a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Camila Ítavo, sediar o festival é também reafirmar o papel público da instituição como espaço de formação cidadã e convivência cultural.
“Sediar o Festival da Juventude reafirma a UFMS como um espaço público de escuta, diálogo e protagonismo juvenil. Ao abrir nossa casa para um evento pensado com e para os jovens de Mato Grosso do Sul, a universidade cumpre sua missão social de ir além da formação técnica, posicionando-se como agente ativo na promoção da cidadania, da diversidade cultural e da participação social”.
Ela destaca ainda que a realização do evento no campus aproxima a universidade da comunidade. “Ao abrir suas portas para estudantes da educação básica, jovens artistas, coletivos culturais e a comunidade em geral, a UFMS se apresenta como um espaço acolhedor, acessível e plural. Esse movimento fortalece o vínculo entre universidade e sociedade e amplia o sentimento de pertencimento”.




Nesta edição, jovens de 15 a 29 anos poderão participar dos concursos de conto, crônica e poesia, batalha de rima e do desafio audiovisual “1 minuto de cinema inspirado na literatura”. As inscrições são gratuitas e seguem até 15 de março, exclusivamente pelo site oficial do festival.
No concurso literário, os participantes concorrem nas categorias conto, crônica e poesia, divididas em duas faixas etárias: de 15 a 18 anos e de 19 a 24 anos. O participante, ao preencher a ficha de inscrição com o seu nome deve indicar obrigatoriamente ao lado dele, entre parênteses, seu pseudônimo. O pseudônimo deve aparecer também abaixo do título do texto/obra a ser apresentado na inscrição, substituindo o seu nome. Cada primeiro lugar recebe R$ 2,5 mil, e os três melhores de cada categoria terão seus textos publicados no livro oficial do festival.
Já o concurso “1 minuto de cinema inspirado na literatura” premiará o melhor microfilme de até 60 segundos, realizado individualmente ou em equipe de até três integrantes, com R$ 2,5 mil e exibição durante o festival.
Na batalha de rima, 16 jovens entre 15 e 29 anos serão selecionados a partir de vídeos enviados na inscrição para disputar a etapa ao vivo durante o evento. O vencedor também receberá prêmio de R$ 2,5 mil, e participantes do interior terão apoio de deslocamento para Campo Grande.
Os regulamentos completos, critérios de avaliação e demais informações podem ser consultados no site oficial do festival: https://festjuv.com.br/2026/.
Para a coordenadora geral do evento, Andréa Freire, os concursos são mais que uma disputa: são espaços de revelação e escuta. “Revelar a expressão do jovem sul-mato-grossense, dar espaço, estimular e reconhecer sua voz, pensamento e sensibilidade”.
Segundo ela, o festival nasce da necessidade de criar um território simbólico onde a juventude possa se encontrar por meio da arte. “O foco do festival é estimular a expressão, o pensamento e a sensibilidade de jovens por meio da literatura e artes afins. A diferença desta edição é a afirmação de sua continuidade, onde buscamos não repetir, mas promover ainda mais esse território onde a juventude se encontra e se revela”.
A programação se organiza a partir da literatura, mas dialoga com diversas linguagens. “O centro é o livro e as leituras do mundo em relação à juventude. As outras expressões se interligam, instigando percepções e reflexões sobre o modo de ser e pensar dos jovens de hoje, suas escolhas, sonhos, certezas e incertezas”.
Para Andréa, a principal busca está na escuta do que pulsa nas novas gerações. “O que buscamos é o que pensa e sente o jovem sul-mato-grossense, sua leitura de mundo”. Ela destaca que a premiação em dinheiro e a publicação das obras têm um papel simbólico e concreto ao mesmo tempo. “São formas de reconhecer a iniciativa e o talento dos jovens e compartilhar com a sociedade de modo geral”.
Já para o coordenador de infraestrutura e logística, Gustavo Castelo, o Cegonha, o festival cumpre uma função cultural que vai além do entretenimento. “A diversificação da cultura é fundamental. Se fala muito em música quando se pensa em cultura, mas a literatura é um braço com enorme importância. Incentivar esses jovens a expor sua criatividade para o mundo amplia o repertório cultural de todo o estado”.
Ele explica que a estrutura ocupará diferentes espaços da UFMS, com atividades concentradas no Teatro Glauce Rocha, salas de oficinas e debates e uma área externa com estandes e palco principal. “A universidade é um grande complexo, o que nos dá tranquilidade para utilizar os espaços de acordo com a programação e garantir acessibilidade e convivência para o público”.
Um território de encontro entre palavra, palco e juventude
O Festival da Juventude chega à sua segunda edição consolidando uma proposta que une literatura, formação e artes diversas em um mesmo espaço. Criado em 2024, o evento ganhou repercussão entre estudantes, artistas e imprensa, tornando-se um dos principais encontros culturais voltados à juventude sul-mato-grossense.
Em 2026, o festival amplia sua programação e reafirma o compromisso com o acesso gratuito à cultura. Durante três dias, a Cidade Universitária da UFMS receberá shows nacionais, espetáculos teatrais, mostras de cinema, rodas de conversa, oficinas formativas, seminários e a Vila das Letras, espaço de encontro entre coletivos literários, leitores e autores.
A programação inclui ainda debates sobre temas que atravessam o cotidiano juvenil, como saúde mental, política, racismo, religião, relações afetivas e perspectivas de futuro, além de oficinas de escrita criativa, slam, roteiro cinematográfico, interpretação para audiovisual e criação de aplicativos.
No centro de tudo, está a literatura como ponto de partida para outras linguagens e experiências. É dela que surgem as batalhas de rima, os filmes de um minuto, as oficinas e os encontros, criando um espaço onde a juventude não é apenas público, mas autora, protagonista e narradora de si mesma.
Com entrada gratuita, concursos abertos e uma programação que mistura palavra, corpo e imagem, o Festival da Juventude 2026 convida os jovens a experimentar o mundo e a se fazer nele, verso a verso, cena a cena, encontro a encontro.
O Festival da Juventude é uma realização do Instituto Curumins em parceria com a UFMS e com o Ministério da Cultura, que efetiva convênio por meio de emenda destacada pelo deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Fundo Nacional de Cultura e Governo do Brasil. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, Subsecretaria da Juventude, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Cultura e Governo de MS.
Serviço
Festival da Juventude 2026
Data: 26 a 28 de março de 2026
Local: Cidade Universitária da UFMS – Campo Grande (MS)
Inscrições para concursos: até 15 de março
Site: www.festjuv.com.br





