Diferença entre discurso e prática compromete confiança, engajamento e desempenho nas empresas
Da Redação

Metas definidas, processos organizados e indicadores acompanhados nem sempre garantem bons resultados nas empresas. Em muitos casos, o problema está menos no planejamento e mais na forma como as pessoas são conduzidas no dia a dia.
Pesquisa Panorama Gestão de Pessoas – Liderança, promovida pelo Ecossistema Great People & GPTW em parceria com a Flash, mostra que 50% dos colaboradores afirmam não confiar em sua liderança, enquanto 76% dos líderes acreditam transmitir essa confiança às equipes. Na comunicação, 63% dos líderes dizem estar abertos ao diálogo, mas apenas 59% dos profissionais sentem que suas opiniões são consideradas.
O descompasso ajuda a explicar por que gestão e liderança não são a mesma coisa. Gestão organiza, acompanha e controla. Liderança influencia comportamentos, constrói confiança e mobiliza pessoas.
Para Fernanda Ricas, sócia e Head de Desenvolvimento Executivo da P2B Cultura & Liderança, liderar exige mudança de mentalidade. Segundo ela, é preciso sair do controle excessivo e atuar no desenvolvimento de pessoas e na construção de contexto.
Quando isso não acontece, surgem sinais como equipes mais dependentes, comunicação falha, conflitos acumulados e dificuldade de adaptação. Ao mesmo tempo, líderes relatam desafios para motivar equipes, gerir conflitos e reter talentos, enquanto colaboradores cobram atenção à saúde mental e ao desenvolvimento profissional.
Na avaliação da especialista, liderança não é talento inato, mas competência que precisa ser desenvolvida continuamente. Entre os formatos possíveis estão workshops, academias de liderança, trilhas de formação, mentoring e coaching.
Para ela, o ponto central está na consistência. Reconhecer a importância da liderança não basta. É necessário investimento contínuo, método e acompanhamento para transformar discurso em comportamento cotidiano.
Em um ambiente cada vez mais dependente de pessoas, alinhar fala e prática deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica para sustentar resultados.





