30/04/2026 19:24

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Ato em Campo Grande reforça mobilização contra escala 6×1

Marcha reúne diversas categorias e coloca redução da jornada no centro das reivindicações

Da Redação

A mobilização antecede o Dia do Trabalho e teve como principal pauta a luta por melhores condições de vida e trabalho (Foto: Assessoria Pedro Kemp/Divulgação).

A Marcha da Classe Trabalhadora, realizada nesta quinta-feira, dia 30, na Praça do Rádio, em Campo Grande, reuniu trabalhadores de diversas categorias em um ato marcado pela defesa da redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1. A mobilização antecede o Dia do Trabalho e teve como principal pauta a luta por melhores condições de vida e trabalho, com destaque para a proposta de jornada semanal de 40 horas sem redução salarial.

Participaram do ato comerciários, trabalhadores da construção civil, frentistas, mototaxistas, motoristas de aplicativo, taxistas, além de representantes de sindicatos, servidores públicos e movimentos sociais. A mobilização também incorporou pautas como a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), a universalização do saneamento, além de reivindicações ligadas à reforma agrária, demarcação de terras indígenas e enfrentamento à violência de gênero, ao racismo e à LGBTfobia.

No centro das discussões esteve o fim da escala 6×1, considerada pelos organizadores como um modelo que impõe jornadas exaustivas e compromete a qualidade de vida dos trabalhadores. A proposta defendida prevê a redução da carga horária sem impacto nos salários, com o objetivo de garantir mais tempo para descanso, convívio familiar e acesso a atividades de lazer e formação.

Durante o ato, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) destacou a importância da mobilização popular e dialogou com as diferentes categorias presentes. Em sua fala, ele relembrou que conquistas históricas enfrentaram resistência ao longo do tempo.

“A luta deste 1º de maio tem como marca o fim da escala 6/1. Quando tentaram aprovar as férias remuneradas, os patrões disseram ‘vai quebrar o Brasil’. Quando tentaram aprovar o 13º, disseram ‘agora vai quebrar o Brasil’. E, quando lá no passado quiseram abolir a escravatura, disseram ‘vai quebrar o Brasil’. E o Brasil nunca quebrou”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a redução da jornada é fundamental para ampliar a qualidade de vida. “Queremos que o trabalhador e a trabalhadora tenham mais tempo com a família, com seus filhos, mais vida além do trabalho”, disse.

Ele ainda citou experiências internacionais como exemplo de que a redução da jornada não compromete a economia, mencionando países europeus que registraram crescimento mesmo com menos horas trabalhadas.

Outro ponto destacado foi o impacto da proposta sobre as mulheres, que acumulam múltiplas jornadas. Segundo ele, a mudança pode contribuir para reduzir desigualdades e melhorar as condições de vida.

Ao final, o deputado agradeceu a participação de professores aposentados, servidores públicos, sindicatos e movimentos sociais, ressaltando o papel dessas organizações na luta histórica por direitos trabalhistas.

Principais reivindicações do ato:
– Redução da jornada de trabalho, com fim da escala 6×1, sem redução de salários 
– Regulamentação do trabalho por aplicativos 
– Combate à pejotização e fraudes nas relações de trabalho 
– Regulamentação da negociação coletiva no setor público 
– Enfrentamento ao feminicídio, à violência de gênero, ao racismo e à LGBTfobia 
– Reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar 
– Demarcação das terras indígenas 
– Defesa do SUS e universalização do saneamento

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