22/08/2026 19:19

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Exportações de MS avançam 12,8%, e varejo cresce acima da média nacional

Termômetro da FCDL aponta desemprego de 2,7%, renda maior e sinais de desaceleração no crédito.

Da Redação

Exportações de Mato Grosso do Sul cresceram 12,8% de janeiro a julho e alcançaram US$ 7,2 bilhões (Foto: Pexels).

As exportações de Mato Grosso do Sul cresceram 12,8% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, e alcançaram US$ 7,2 bilhões. Foi a maior alta entre os indicadores apresentados na edição de agosto do Termômetro do Varejo, elaborado pela FCDL-MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul).

Enquanto as vendas externas avançaram, as importações seguiram na direção contrária. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, recuaram 3,7% e somaram US$ 1,4 bilhão.

O levantamento também mostra que o comércio sul-mato-grossense encerrou o primeiro semestre com desempenho acima da média nacional. O varejo ampliado, que inclui veículos, motocicletas, peças e material de construção, cresceu 5,4% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi quase três vezes superior ao avanço de 1,9% registrado no país.

Considerando apenas o comércio varejista, as vendas aumentaram 2,6% em Mato Grosso do Sul, também acima da média brasileira, de 1,9%.

O mercado de trabalho aparece entre os fatores que ajudam a sustentar o consumo. A taxa de desemprego caiu para 2,7% no segundo trimestre, enquanto a renda média do trabalhador chegou a R$ 3.840.

O cenário, entretanto, também apresenta pontos de atenção. O Termômetro do Varejo identifica sinais de desaceleração na abertura de vagas formais e na concessão de crédito, além de uma nova pressão da inflação em Campo Grande.

Para a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, o baixo desemprego favorece o consumo e o desempenho do comércio, mas o endividamento das famílias pode limitar a manutenção desse ritmo no restante do ano.

“Os números mostram que a taxa de desemprego segue em patamar historicamente baixo para o Estado. Esses dados favorecem o consumo e o desempenho do comércio. Na segunda metade do ano, o desafio será sustentar o ritmo de crescimento em um ambiente em que o endividamento segue elevado e pressionando o quadro financeiro das famílias”, afirma.

Negócio antecipa metas

A movimentação do consumo também é percebida por empresários que ingressaram recentemente no mercado. Proprietário da Artemis e Baco Vinhos, Dário Burda Júnior afirma que o estabelecimento está aberto há pouco mais de 90 dias e já alcançou metas inicialmente projetadas para seis meses.

“Apesar de percebermos um mercado mais retraído em alguns setores, sentimos um ambiente aquecido e uma boa resposta dos clientes”, relata.

Depois de atuar no setor de tecnologia, Dário decidiu investir em um negócio voltado à comercialização de vinhos e à oferta de experiências aos consumidores. O estabelecimento reúne rótulos nacionais, vinhos premiados, queijos, petiscos e outros produtos relacionados ao segmento.

Segundo o empresário, o resultado dos primeiros meses já permite considerar novas etapas de expansão. Entre as possibilidades avaliadas estão a abertura de uma filial, a implantação de outras unidades ou o desenvolvimento de um modelo de franquias.

“O caminho é continuar investindo. Não podemos parar”, completa.

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