Fotografias subaquáticas produzidas em cenários de Mato Grosso do Sul foram reconhecidas em um dos principais concursos internacionais da área.
Anderson Viegas

As águas cristalinas de Bonito e Bodoquena ganharam projeção internacional pelas lentes do fotógrafo cearense Ruver Bandeira. Com registros feitos em cenários subaquáticos de Mato Grosso do Sul, o fotógrafo ficou entre os 35 melhores do mundo na categoria Underwater Photographer do 35Awards, um dos mais prestigiados concursos internacionais de fotografia.
O reconhecimento destaca imagens produzidas na Gruta do Mimoso, em Bonito, além do Abismo Anhumas e do Rio Azul, na região de Bodoquena, atrativos conhecidos mundialmente pelas águas transparentes, profundidade e paisagens submersas que atraem mergulhadores e visitantes de diferentes países.
Nesta edição, o 35Awards reuniu 112 mil fotógrafos de 175 países, com mais de 461 mil imagens inscritas distribuídas em 30 categorias. Estar entre os finalistas coloca Ruver entre os principais nomes da fotografia subaquática internacional na atualidade.
Um dos destaques foi a imagem registrada na Gruta do Mimoso, selecionada para integrar o catálogo anual oficial da 11ª edição do concurso, ampliando a visibilidade internacional do atrativo turístico localizado em Bonito.

Para a produção da fotografia, foi utilizada a técnica de Light Painting, ou pintura com luz, recurso fotográfico realizado por meio do uso de fontes luminosas em movimento durante longa exposição. O processo exigiu apoio técnico de uma equipe com cinco mergulhadores, responsáveis por iluminar diferentes partes da caverna com lanternas, revelando formações calcárias moldadas ao longo de milhões de anos.
O resultado evidencia a imponência visual do ambiente submerso e a complexidade técnica necessária para registrar o interior da caverna.
Além da Gruta do Mimoso, Ruver também teve imagens reconhecidas produzidas no Abismo Anhumas e no Rio Azul, cenários que fazem parte dos principais roteiros de ecoturismo e mergulho contemplativo de Mato Grosso do Sul.
O reconhecimento internacional reforça o alcance do trabalho de Ruver Bandeira e, ao mesmo tempo, amplia a visibilidade das paisagens naturais sul-mato-grossenses no circuito global da fotografia de natureza.

Ao revelar ambientes escondidos sob a água, suas imagens ajudam a projetar Bonito e Bodoquena para além do turismo, destacando também a riqueza ecológica e o valor ambiental desses ecossistemas.
Além de Ruver, outros quatro brasileiros também tiveram destaque na categoria subaquática do prêmio: a carioca Fabi Fregonesi, campeã da categoria Vida Selvagem com fotos em série e vice-campeã na categoria Preto e Branco, além dos paulistas Kadu Pinheiro, Gabriel Vieira e Willian Nakahira.
Com o resultado, as águas de Bonito e Bodoquena ganham ainda mais visibilidade internacional por meio de imagens que combinam técnica, natureza e conservação, reforçando Mato Grosso do Sul como um dos principais destinos de mergulho e fotografia subaquática do Brasil.





