Proposta foi barrada por 17 votos a 11 após pressão de profissionais e críticas ao modelo.
Da Redação

A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou, na sessão desta terça-feira (5), o projeto da Prefeitura que previa a adoção de um modelo de gestão com participação de Organização da Sociedade Civil (OSC) em unidades de saúde da Capital. A proposta foi derrubada por 17 votos contrários e 11 favoráveis, após semanas de debate e mobilização de profissionais da área.
O projeto autorizava a implantação de um modelo piloto de terceirização administrativa nos Centros Regionais de Saúde dos bairros Aero Rancho e Tiradentes, com duração prevista de um ano. A proposta tinha como justificativa o aprimoramento da gestão das unidades.
A votação ocorreu sob forte pressão de servidores da saúde, que lotaram o plenário da Casa e se manifestaram contra a iniciativa. O tema já vinha sendo discutido desde abril, quando foi realizada audiência pública e o Conselho Municipal de Saúde também se posicionou de forma contrária ao modelo.
Durante a tramitação, vereadores chegaram a apresentar 14 emendas com o objetivo de ampliar mecanismos de transparência e fiscalização, mas as alterações não foram suficientes para garantir apoio à proposta.
Presidente da Câmara, o vereador Epaminondas Neto, o Papy, destacou o papel do Legislativo no debate. “A Câmara é o espaço para discutir temas importantes, sejam eles polêmicos ou não. Cabe aos vereadores deliberar e decidir”, afirmou após a votação.
Ele também ressaltou que o foco deve ser o atendimento à população. “Precisamos estar atentos a quem busca atendimento nos postos de saúde”, disse.
Presidente da Comissão de Saúde, o vereador Dr. Victor Rocha votou contra o projeto e defendeu investimentos diretos na estrutura existente. “O que precisamos é valorizar os servidores, ampliar leitos, realizar mutirões de consultas, exames e cirurgias, além de enfrentar a judicialização”, afirmou.





