Especialistas destacam benefícios dos pets no combate à depressão, na qualidade de vida de idosos e no apoio emocional durante tratamentos.
Da Redação

Neste sábado (14) é celebrado no Brasil o Dia Nacional dos Animais, data que reforça a importância da relação entre humanos e animais de estimação. Mais do que companhia, cães, gatos e outros pets têm sido reconhecidos pela ciência como aliados importantes na promoção da saúde mental e na melhoria da qualidade de vida.
Em um cenário marcado pelo aumento de quadros de ansiedade, depressão e solidão, estudos apontam que a convivência com animais pode trazer benefícios emocionais significativos. Pesquisas indicam que o vínculo entre humanos e pets ajuda a reduzir níveis de estresse, estimula conexões sociais e contribui para o bem-estar psicológico.
Levantamento do Human Animal Bond Research Institute, realizado em 2022, mostrou que 74% dos tutores afirmam ter percebido melhora na saúde mental após conviver com um animal de estimação. O contato diário com os pets ativa áreas do cérebro associadas ao prazer e ao bem-estar, favorecendo a liberação de endorfinas e promovendo sensação de tranquilidade.
O aposentado Joaquim Rodrigues dos Santos, de 95 anos, vive essa experiência ao lado do gato Théo. Há quase três anos, o animal se tornou parte essencial da rotina e da vida emocional do idoso.
“Quando ele demora para voltar para casa eu fico preocupado e já vou procurar. Não consigo ficar sem meu bichinho”, conta Joaquim, ao relatar o vínculo criado com o pet.Dados de estudos internacionais também apontam que 72% dos tutores relatam redução nos sintomas de depressão após adotarem um animal de estimação, enquanto 87% percebem melhora geral na saúde emocional.

Para o psiquiatra Eduardo Araújo, o impacto positivo está diretamente ligado ao vínculo afetivo construído com os animais. Segundo ele, a presença de um pet oferece uma forma de afeto incondicional e contribui para diminuir a sensação de isolamento.
“Os animais oferecem uma forma de afeto sem julgamento. Esse vínculo estimula sentimentos de pertencimento, reduz a solidão e ajuda a reorganizar a rotina, fatores fundamentais para quem enfrenta quadros de ansiedade ou depressão”, explica.
Nos quadros depressivos, em que muitas vezes a pessoa perde o interesse pelas atividades do dia a dia, os animais podem ter papel terapêutico relevante. A necessidade de cuidar do pet — alimentar, passear ou brincar — ajuda a criar uma rotina e a recuperar gradualmente o senso de propósito.
“Em muitos casos, o animal funciona como um mediador emocional. Ele ajuda o paciente a se reconectar com sentimentos positivos e pode ser um apoio importante no processo terapêutico”, reforça o especialista.
Entre os idosos, os benefícios são ainda mais evidentes. A solidão é um dos principais fatores de risco para problemas emocionais na terceira idade, e a presença de um animal de estimação pode ajudar a reduzir esse impacto.
Seja no sofá de casa, em uma caminhada no parque ou até mesmo em ambientes hospitalares, os animais cumprem um papel silencioso, mas poderoso: lembram que o afeto, a presença e o cuidado continuam sendo formas profundas de proteção e cura.





