10/01/2026 17:45

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Casos de síndrome respiratória aguda grave apresentam queda em quase todo o país

A primeira edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz em 2026, publicada na quinta-feira (8), destaca que, no cenário nacional, o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de queda nas tendências de longo e de curto prazo e que não há, em quase todos os estados e capitais, incidência em nível de alerta, risco ou alto risco.

Com exceção de Rondônia que permanece em nível de alerta, porém sem sinal de aumento na tendência de longo prazo. A análise é referente à Semana Epidemiológica 53, no período de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella afirma que “as hospitalizações por influenza A continuam aumentando em alguns estados das regiões Norte (Amazonas e Acre), Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul e Mato Grosso) e Nordeste (Ceará, Pernambuco e Sergipe)”. Também há um sinal de retomada do crescimento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) em Sergipe, mas sem impacto nas hospitalizações por SRAG no estado”.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 21,9% de influenza A, 2,3% de influenza B, 5,6% de vírus sincicial respiratório, 38,6% de rinovírus e 13,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Os óbitos causados por esses vírus, no mesmo período, foram de 28% de influenza A, 3% de influenza B, 3% de VSR, 25,8% de rinovírus e 34,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência por faixa etária

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos. A incidência de SRAG por Sars-CoV-2 e influenza A é maior entre crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os idosos.

Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus. Por se tratar de um cenário que inclui as quatro últimas semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade apresentadas estão sujeitas a alterações.

Dados epidemiológicos e óbitos

Em 2025, foram notificados 13.678 óbitos de SRAG, sendo 6.889 (50,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.524 (40,4%) negativos e ao menos 222 (1,6%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os óbitos positivos do ano corrente, observou-se 47,8% são de influenza A, 1,8% de influenza B, 10,8% de vírus sincicial respiratório, 14,9% de rinovírus e 24,7% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi de 28% de influenza A, 3% de influenza B, 3% de vírus sincicial respiratório, 25,8% de rinovírus e 34,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

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