Sindicato criado em 1986 deu origem a um novo modelo de representação institucional da atividade no Estado
Da Redação

O Sindal (Sindicato da Indústria da Fabricação de Álcool de Mato Grosso do Sul) completa 40 anos de atuação neste mês de janeiro, consolidando-se como uma das principais referências na organização sindical e institucional do setor de bioenergia em Mato Grosso do Sul.
Criado em 1986, em meio à expansão da produção de etanol no Brasil impulsionada pelo Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool), o sindicato surgiu da iniciativa de empresários e técnicos que identificaram o potencial da atividade e a necessidade de estruturar sindicalmente um novo setor que se instalava no Estado.
Ao longo de quatro décadas, o Sindal teve participação ativa na construção de marcos relevantes para o segmento, contribuindo para o avanço das agendas trabalhista, ambiental, fiscal, social e institucional. Desde o início, a atuação esteve vinculada à Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), ajudando a estabelecer bases de organização e previsibilidade que favoreceram o crescimento e a diversificação da atividade nos anos seguintes.
Com o amadurecimento do setor e o aumento de sua relevância econômica, especialmente a partir dos anos 2000, o modelo de representação evoluiu. A criação da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) marcou a transição de uma atuação predominantemente sindical para uma associação setorial, ampliando a articulação técnica e estratégica do segmento.
Atualmente, o Sindal segue em atividade, assim como o Sinergia e o Sindaçúcar, sindicatos que representam as indústrias de etanol, açúcar e energia no Estado e que integram o Conselho de Representantes da FIEMS, fortalecendo a representatividade institucional do setor de bioenergia.
Segundo o presidente da Biosul, Amaury Pekelman, a atuação do Sindal foi determinante para a consolidação do setor no Estado. “Celebrar os 40 anos do Sindal é reconhecer uma história que estruturou o setor de bioenergia em Mato Grosso do Sul. O trabalho desenvolvido pelo sindicato foi decisivo para dar solidez institucional à atividade e preparar o setor para crescer de forma organizada, sustentável e estratégica, olhando para os desafios do presente e do futuro”, destacou.
A trajetória do Sindal também será retratada em um livro inédito sobre o setor de bioenergia em Mato Grosso do Sul, que será lançado em breve pela Biosul. Com o título “Mato Grosso do Sul – O Estado da Bioenergia”, a obra reúne documentos, relatos e marcos históricos que ajudam a compreender a evolução da atividade no Estado.





