Companheiro de todas as horas do dono Antônio Ricardo, cão acompanha passeios de motocicleta há dois anos, mas prática é considerada infração de trânsito.
Da Redação
Hunter, um cachorrinho sem raça definida, daqueles vira-latas carismáticos e de pequeno porte, se tornou uma verdadeira celebridade no bairro onde mora com o dono, o motociclista Antônio Ricardo, na região sul de Campo Grande. Há dois anos, desde que apareceu de surpresa no portão de casa e acabou adotado, o pet não desgruda do tutor e o acompanha em todos os trajetos de moto. A cena da dupla sobre duas rodas já virou rotina e arranca sorrisos de vizinhos e curiosos que cruzam com os dois pelas ruas. Veja no vídeo acima!
Antônio lembra que o encontro com Hunter foi inesperado. “Um dia de manhã ele apareceu com outro cachorro no portão. Fui de porta em porta no bairro inteiro procurando o dono, mas ninguém conhecia. Como já tínhamos vários cachorros em casa, deixei um com um amigo e fiquei com ele. Se aparecesse o dono, entregaríamos, mas já fazem dois anos e ele ficou comigo”, contou. Desde então, os dois se tornaram inseparáveis.

A paixão de Hunter pela moto também veio de surpresa. “Coloquei ele na moto e, quando saí, ele ficou comportado. Se eu paro em algum lugar, ele espera em cima da moto, não desce, não late e não chora. Onde eu vou, eu levo ele”, disse Antônio. Para ele, a companhia do cachorro virou indispensável. “Eu costumo dizer que ele é um dos melhores amigos que tem, humanamente falando. Não importa a decisão que você tome, ele não questiona, não palpita, vai junto sem reclamar.”
Diversão que pode virar multa no trânsito
Apesar de toda a simpatia que Hunter desperta, levar o cão na frente da moto é considerado irregular. O Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 252, inciso II, proíbe transportar pessoas, animais ou volumes entre os braços e as pernas do condutor. A infração é classificada como média, sujeita a multa de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
Além da penalidade, órgãos de trânsito alertam para o risco da prática, tanto para o motociclista quanto para o próprio pet, que fica vulnerável em caso de acidente ou de perda de equilíbrio do condutor. A recomendação é que os animais sejam transportados apenas em caixas específicas para pets, devidamente fixadas no veículo, garantindo segurança para os dois lados.