02/02/2026 18:03

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Pastagem ocupa área maior que a Tunísia em Mato Grosso do Sul

O pasto abrange 16,6 milhões de hectares no estado, cerca de 327 mil hectares a mais que a totalidade do território do país africano (16,3 milhões hectares).

Anderson Viegas

Área de pastagem para o gado ocupa 16,6 milhões de hectares (Foto: Freepik).

A pastagem ocupa uma área maior do que a Tunísia em Mato Grosso do Sul. Segundo dados de uso e ocupação do solo da primeira safra 2024/2025 do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA-MS), divulgados em janeiro deste ano no Boletim Casa Rural Sigabov, da Federação da Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), o pasto abrange 16,6 milhões de hectares no estado, cerca de 327 mil hectares a mais do que a totalidade do território do país africano, que soma 16,3 milhões de hectares.

Os dados apontam que essa é a maior área ocupada entre todas as atividades agropecuárias sul-mato-grossenses e corresponde a 46,7% da extensão territorial do estado, que é de 35,7 milhões de hectares. Na sequência, considerando que os dados são referentes à primeira safra do ciclo, embora sejam os mais recentes divulgados, aparecem a soja, com 4,5 milhões de hectares (12,7% do território estadual), e o eucalipto, com 1,7 milhão de hectares (4,8%).

A área remanescente de vegetação nativa, localizada principalmente na região do Pantanal, conforme indica o mapa, ocupa 10,9 milhões de hectares, o equivalente a 30,8% da área total do estado.

Mapa do Sigabov (Fonte: Reprodução/Detec/Famasul).

Segundo dados do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da extensão total dos pastos sul-mato-grossenses, 12,3 milhões de hectares são classificados como de “baixo ou médio vigor”, ou seja, encontram-se em algum estágio de degradação.

Relatório sobre a situação do estado aponta que, desse total de pastagens degradadas, 4,7 milhões de hectares podem ser beneficiados pelo programa. Entre os potenciais de conversão dessas áreas, o documento destaca: 3,7 milhões de hectares que poderiam ser utilizados na intensificação da pecuária de corte; 1,3 milhão com condições de uso na intensificação da pecuária de leite; 1,5 milhão destinados à agricultura; 2,6 milhões com vocação para a silvicultura; 66 mil hectares para sistemas agroflorestais; e 1,5 milhão para sistemas integrados.

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