Mato Grosso do Sul tem 36.090 professores na educação básica, mas a remuneração desses profissionais varia significativamente conforme a rede de ensino. Enquanto o vencimento de referência para docentes com nível superior e jornada de 40 horas semanais chega a R$ 13.502,69 na rede estadual, o valor é de R$ 4.827,94 em Sete Quedas, município com a menor remuneração na comparação. A diferença é de R$ 8.674,75, segundo levantamento da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), atualizado em junho de 2026.
Os números integram um raio-X da profissão no Estado, elaborado para o Dia do Professor, celebrado nesta quinta-feira (15), a partir de dados do Censo Escolar de 2025, reunidos no Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026, e do ranking salarial da Fetems
Entre as redes municipais, Três Lagoas apresenta o maior vencimento de referência para professores com nível superior, de R$ 11.662,59 para 40 horas semanais. Em seguida aparece São Gabriel do Oeste, com R$ 10.192,97. Campo Grande registra R$ 9.028,09, enquanto Dourados apresenta R$ 7.301,60.
Além das diferenças salariais, o levantamento revela outro desafio para a carreira docente: a predominância dos contratos temporários na rede estadual. Em 2025, esses profissionais representavam 71,5% dos docentes da rede, percentual superior aos 63,8% registrados em 2015. No mesmo período, a participação de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de 36% para 27,2%.
O Estado contabilizava ainda 1.829 escolas e 675.479 matrículas na educação básica em 2025, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica. Os números dimensionam a estrutura educacional atendida pelos professores sul-mato-grossenses e ajudam a contextualizar os desafios de valorização profissional, contratação e permanência na carreira.

