Indicador sobe para 109,7 pontos em março, impulsionado pela confiança no emprego e nas perspectivas profissionais
Da Redação

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 0,5% em março, em Campo Grande, alcançando 109,7 pontos, o maior patamar desde abril de 2024, quando havia registrado 109,9 pontos. O indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF/MS), permanece acima dos 100 pontos, o que indica nível de satisfação das famílias em relação ao consumo.
O resultado foi impulsionado principalmente pela melhora na perspectiva profissional, que registrou alta de 3,7%, além do avanço no indicador de momento para aquisição de bens duráveis, com crescimento de 1,3%. Mesmo com a retração no nível de consumo atual, que recuou 2,9%, os dados apontam aumento da confiança dos consumidores em relação ao curto prazo.
Outro destaque da pesquisa é a percepção positiva em relação ao emprego. Entre os entrevistados, 52,3% afirmaram se sentir mais seguros no trabalho em comparação ao ano passado, fator que contribui diretamente para a disposição de consumo.
Para a economista do IPF/MS, Regiane Dedé de Oliveira, o avanço do índice reflete um cenário de maior confiança, mesmo diante de desafios econômicos. “A elevação da intenção de consumo mostra que as famílias estão mais confiantes, especialmente em relação ao mercado de trabalho e às perspectivas profissionais. Ainda que o consumo atual apresente alguma retração, há uma sinalização positiva para os próximos meses, o que tende a estimular gradualmente a atividade do comércio”, afirma.
A pesquisa também aponta que o índice entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos segue em patamar mais elevado, com 122,2 pontos, apesar de leve recuo no mês. Já entre as famílias de menor renda, houve crescimento, indicando uma melhora mais disseminada da confiança.
O ICF é considerado um dos principais termômetros do consumo, por antecipar o comportamento das famílias e seus impactos sobre o comércio. Em março, o resultado reforça a resiliência do consumidor campo-grandense e a expectativa de manutenção do ritmo de consumo ao longo do ano.





