31/03/2026 18:35

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Indústria de couro avança em sustentabilidade com tecnologia que reduz consumo de água e insumos

Novo modelo de curtimento adotado em Mato Grosso do Sul pode economizar até 16 litros de água por pele e reduzir resíduos e energia no processo

Da Redação

Novo modelo de produção possibilita a economia de até 16 litros de água por pele, além de reduzir em 15% o uso de insumos químicos no curtimento (Foto: JBS/Divulgação).

A indústria do couro no Brasil avança na adoção de tecnologias voltadas à sustentabilidade e eficiência produtiva. Um novo modelo de curtimento implementado em unidades industriais, incluindo Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul, promete reduzir significativamente o consumo de água, insumos químicos e energia no processamento.

A tecnologia, denominada Savetan, já está em operação em plantas da JBS Couros e representa uma evolução nos processos da chamada ribeira, etapa fundamental da transformação da pele em couro.

Os resultados iniciais indicam ganhos relevantes de eficiência. O modelo possibilita a economia de até 16 litros de água por pele, além de reduzir em 15% o uso de insumos químicos no curtimento. A tecnologia também diminui em 65% a geração de resíduos, incluindo lodo e cromo residual, e reduz em 52% o consumo de energia térmica e em 42% a aplicação de sal.

Segundo a companhia, o diferencial do novo processo está na maior eficiência na fixação do cromo, mineral essencial para conferir resistência, flexibilidade e durabilidade ao couro. A melhoria no controle do processo contribui para elevar a qualidade do produto final ao mesmo tempo em que reduz impactos ambientais.

De acordo com o diretor de pesquisa e desenvolvimento da JBS Couros, Ramon Torres, a tecnologia combina desempenho técnico com ganhos ambientais, ao simplificar etapas do processo e ampliar o controle operacional.

A inovação já está presente em unidades localizadas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, e a estratégia prevê a expansão do modelo para 100% das operações de curtume da companhia até o final de 2026.

Para o diretor de sustentabilidade da empresa, Kim Sena, a adoção do novo modelo reforça o compromisso com a transformação da cadeia produtiva do couro, ao integrar eficiência industrial com preservação de recursos naturais e atender à crescente demanda global por práticas sustentáveis.

O movimento acompanha uma tendência mais ampla da indústria, que busca alinhar competitividade com responsabilidade socioambiental, especialmente em mercados internacionais cada vez mais exigentes em relação à rastreabilidade e aos impactos ambientais da produção.

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