23/07/2026 21:36

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Crédito às empresas cresce 11,3% em MS e supera média nacional, aponta FCDL-MS

Boletim do varejo mostra avanço dos financiamentos no Estado, mas alerta para inadimplência acima da média brasileira.

Da Redação

Crédito às empresas em Mato Grosso do Sul cresce 11,3%, supera a média nacional e reforça o fôlego dos negócios, mas inadimplência segue acima do índice brasileiro, aponta o Termômetro do Varejo da FCDL-MS (Foto: Divulgação/FCDL-MS).

O crédito às empresas em Mato Grosso do Sul manteve ritmo de expansão acima da média nacional e alcançou R$ 40,8 bilhões em operações em aberto. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o saldo de empréstimos e financiamentos destinados ao setor produtivo cresceu 11,3% no Estado, frente a um avanço de 6,8% registrado no Brasil, segundo dados reunidos pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS).

Os números integram a edição de julho de 2026 do Termômetro do Varejo, que também marca os três anos de publicação do levantamento. O boletim consolida indicadores do Banco Central, IBGE, Caged e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para acompanhar o desempenho da economia sul-mato-grossense.

Apesar da expansão do crédito, a qualidade das operações ainda inspira cautela. A inadimplência bancária das empresas em Mato Grosso do Sul atingiu 4,5% do saldo das operações com atraso superior a 90 dias, acima da média nacional de 3,2%. Entre as pessoas físicas, o índice chegou a 7,2%, enquanto o percentual brasileiro foi de 5,6%.

Segundo a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, os indicadores mostram um cenário heterogêneo entre os segmentos da economia.

“Para o segundo semestre, há pontos de atenção que merecem ser acompanhados de perto, como o impacto do debate eleitoral sobre a economia, as novas tarifas impostas às exportações brasileiras e o fenômeno climático El Niño”, afirma.

Comércio e indústria seguem em alta

O levantamento aponta que o comércio ampliado e a indústria continuam apresentando desempenho positivo, enquanto o setor de serviços segue praticamente estável, refletindo um ambiente econômico ainda marcado por incertezas.

Na avaliação da entidade, a ampliação do crédito representa um fator importante para sustentar investimentos, capital de giro e expansão das empresas, mas o elevado nível de inadimplência indica a necessidade de cautela na concessão e na gestão financeira dos negócios.

Alimentação aposta em retomada do consumo

A edição comemorativa do Termômetro do Varejo também traz a seção “Fala do Especialista”, com os sócios-proprietários do Coco Bambu Campo Grande, Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne.

Os empresários avaliam que o setor de alimentação ainda convive com desafios como inflação dos insumos, aumento dos custos operacionais, mudanças no comportamento do consumidor e forte concorrência.

“O cenário exige cada vez mais eficiência na gestão e capacidade de adaptação. Os restaurantes precisam investir continuamente em qualidade, atendimento e inovação. Nesse contexto, um varejo forte em Campo Grande é fundamental, porque movimenta a economia local, gera empregos, fortalece a cadeia de fornecedores e atrai consumidores, criando condições favoráveis para o crescimento do comércio e dos serviços”, afirmam.

Para o segundo semestre, a expectativa é de uma melhora gradual da atividade econômica, impulsionada por datas comemorativas, eventos e pelo avanço da confiança do consumidor.

“Acreditamos que Campo Grande continuará apresentando potencial para a expansão do varejo e da gastronomia. Para isso, o setor precisa permanecer unido na busca por inovação, qualificação e fortalecimento da economia local”, concluem Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne.

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