20/09/2026 06:18

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Modelo de MS pode inspirar programa nacional de microcertificações, diz presidente do CNE

Cesar Callegari conheceu iniciativa criada pela Fiems para aproximar formação de estudantes das demandas do mercado de trabalho.

Da Redação

Presidente do CNE, Cesar Callegari, conhece programa de microcertificações desenvolvido em Mato Grosso do Sul e aponta potencial para expansão da iniciativa no país (Foto: Fiems/Divulgação).

O modelo de microcertificações desenvolvido em Mato Grosso do Sul poderá servir de referência para iniciativas em âmbito nacional. O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Cesar Callegari, conheceu nesta sexta-feira (18) o programa durante visita à Casa da Indústria, em Campo Grande, e afirmou que uma proposta sobre o tema poderá ser analisada pelo conselho.

Callegari foi recebido pelo presidente da Fiems e do Comitê Empresa-Escola (Cempe), Sérgio Longen, e participou de reunião com representantes das entidades que integram o comitê. Entre eles estavam a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Camila Ítavo; a reitora do Centro Universitário Insted, Neca Chaves Bumlai; e o superintendente regional de Trabalho e Emprego, Alexandre Cantero.

Criado pela Fiems em 2023, o Cempe busca aproximar o setor produtivo das instituições de ensino para desenvolver soluções de formação profissional alinhadas às necessidades do mercado de trabalho. Uma das principais iniciativas são as microcertificações, cursos de curta duração voltados a competências técnicas e comportamentais.

Após conhecer o projeto, Callegari afirmou que deverá ser estruturada uma consulta envolvendo universidades e o Sistema Indústria para apresentação ao CNE. “Já combinamos aqui um procedimento de consulta que venha da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e das outras universidades, juntamente com o Sistema Indústria, para que possam nos oferecer uma proposta que será examinada no Conselho Nacional de Educação, para que a gente possa avançar nisso e espalhar para todo o Brasil”, afirmou.

Segundo o presidente do CNE, a parceria entre universidades e setor produtivo desenvolvida em Mato Grosso do Sul pode inspirar experiências em outras regiões do país. “Essa parceria entre a universidade e o campo empresarial da indústria tem trazido uma novidade importante que pode ser muito inspiradora para outras partes do Brasil”, disse.

Programa cresce nas escolas de MS

Na Rede Sesi de Mato Grosso do Sul, foram emitidos 3.179 microcertificados para 998 alunos em 2025. Somente no primeiro semestre de 2026, o número chegou a 6.872 certificados para 1.561 estudantes.

A experiência também chegou à Rede Estadual de Ensino. Na Escola Estadual João Magiano Pinto, em Três Lagoas, o programa foi desenvolvido em parceria com a Suzano. Entre 2025 e 2026, o número de microcertificações passou de 314 para 436, enquanto a quantidade de alunos atendidos aumentou de 43 para 156.

Para o vice-presidente executivo do Cempe, Régis Borges, a visita do presidente do CNE demonstra o avanço do modelo desenvolvido no Estado. “O que trazemos aqui em Mato Grosso do Sul são evidências claras de um modelo muito promissor, que já se torna realidade para os estudantes e aponta para um futuro com profissionais mais preparados para os desafios da indústria”, afirmou.

A reitora da UFMS, Camila Ítavo, destacou que a integração entre instituições de ensino, setor produtivo e poder público também contribui para atualizar os processos educacionais. “Esse comitê tem feito com que a gente se repense, se renove e promova mais oportunidades para as pessoas no mundo do trabalho, além de impulsionar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, disse.

Atualmente, o Cempe reúne mais de 40 membros e parceiros, incluindo instituições de ensino e pesquisa, sindicatos, federações, associações industriais, empresas e órgãos públicos ligados às áreas de trabalho e educação em Mato Grosso do Sul.

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