CDL recebeu 380 chamados de empresários afetados por falta de energia, danos em imóveis e perdas de produtos.
Da Redação

O temporal que atingiu Campo Grande no fim da última semana provocou prejuízo estimado em mais de R$ 25 milhões ao setor de comércio e serviços. O levantamento é da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que recebeu mais de 380 chamados de empresários afetados.
Entre os principais danos relatados estão estabelecimentos fechados por falta de energia, perda de mercadorias armazenadas em câmaras frias, equipamentos queimados e avarias provocadas pela queda de árvores e galhos.
Supermercados, restaurantes, padarias e açougues estão entre os negócios mais prejudicados pela interrupção prolongada do fornecimento de energia. Segundo a CDL, parte dos estabelecimentos permaneceu sem funcionar durante o fim de semana, período de maior movimento para várias atividades comerciais.
Desde sexta-feira, a entidade afirma ter mantido atendimento contínuo aos empresários. As unidades consumidoras dos estabelecimentos afetados foram encaminhadas à Energisa para priorização dos atendimentos, conforme a gravidade de cada situação.
CDL cobra medidas preventivas
Em nota, a CDL atribuiu parte dos estragos à falta de manutenção preventiva da arborização urbana. A entidade relata que empresários enfrentam demora em vistorias e autorizações para a poda ou retirada de árvores que apresentam risco de queda.
“Grande parte do estrago não caiu do céu. Caiu de troncos podres, árvores ocas e galhos condenados que já deveriam ter sido removidos ou podados há meses”, declarou a entidade.
A CDL defende a revisão e a simplificação dos procedimentos municipais de licenciamento para podas e remoções. Também solicita a implantação de um plano emergencial de vistoria e manejo das árvores localizadas em áreas comerciais da capital.
Para a entidade, a preservação ambiental deve ser acompanhada de planejamento, manutenção preventiva e agilidade na retirada de árvores que ofereçam riscos à população, aos imóveis e à rede elétrica.
“Manter árvores mortas em pé não é sustentabilidade, é omissão”, afirmou a CDL. A entidade cobra do município medidas para reduzir a vulnerabilidade do comércio e evitar que novos temporais voltem a paralisar as atividades econômicas na cidade.





