30/07/2026 15:10

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Chuvas ditam ritmo da colheita do milho e mantêm produtores em alerta em MS

Safra alcança 24% da área cultivada; Aprosoja estima produção de 11,1 milhões de toneladas.

Da Redação

A estimativa é de que o Estado colha 11,139 milhões de toneladas de milho (Foto: Aprosoja MS/Divulgação).

As chuvas registradas na última semana passaram a determinar o ritmo da colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul. Enquanto a umidade ajudou a recompor as condições do solo, também retardou a entrada das máquinas em áreas mais encharcadas. Até o dia 24 de julho, a colheita havia alcançado 24% da área cultivada, segundo o novo boletim do Projeto SIGA-MS, divulgado nesta quarta-feira (29) pela Aprosoja/MS.

Apesar do avanço mais lento, a entidade mantém uma perspectiva positiva para a safra. A estimativa é de que o Estado colha 11,139 milhões de toneladas de milho em uma área de 2,206 milhões de hectares, com produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare, índice alinhado à média das últimas cinco safras sul-mato-grossenses.

Chuvas atrasam máquinas no campo

De acordo com o boletim, os volumes de chuva variaram entre 5 e 80 milímetros, dependendo do município. As precipitações contribuíram para a reposição da umidade do solo, mas interromperam temporariamente a colheita em propriedades onde o excesso de água impediu a operação das colheitadeiras.

A expectativa da Aprosoja/MS é de que os trabalhos ganhem intensidade nos próximos dias, desde que as condições climáticas voltem a se estabilizar.

O acompanhamento realizado pelo Projeto SIGA-MS mostra que o avanço da colheita ocorre de forma desigual entre as regiões produtoras. Na região norte, por exemplo, municípios como Rio Verde de Mato Grosso já superaram 60% da área colhida, enquanto outros ainda estão nas primeiras etapas da operação.

Clima exige atenção até o fim da colheita

Embora os resultados obtidos até o momento indiquem elevado potencial produtivo, a Aprosoja/MS recomenda atenção às condições climáticas nas próximas semanas.

Segundo o boletim, a atuação de um evento de El Niño de maior intensidade pode favorecer chuvas irregulares, ventos fortes e episódios localizados de granizo, aumentando os riscos para as áreas que ainda permanecem no campo.

A orientação é que os produtores realizem a colheita assim que as lavouras atingirem o ponto ideal de maturação, reduzindo a exposição a perdas de produtividade e de qualidade dos grãos.

Produtividade reforça expectativa positiva

Os primeiros resultados da colheita mantêm o otimismo em relação ao desempenho da safra. As produtividades registradas variam entre 65 e 174 sacas por hectare, indicando que, de forma geral, as condições climáticas durante o ciclo favoreceram o desenvolvimento das lavouras.

O desempenho reforça a expectativa de uma produção superior a 11 milhões de toneladas, consolidando Mato Grosso do Sul entre os principais produtores brasileiros de milho de segunda safra.

Mercado acompanha avanço da colheita

A evolução da colheita também influencia a comercialização do cereal. Levantamento divulgado anteriormente pelo Made in MS mostrou que aproximadamente 32% da produção já havia sido negociada, enquanto os preços variavam entre R$ 48 e R$ 50 por saca, conforme a região do Estado.

Segundo o diretor da Granos Corretora, Carlos Ronaldo Davalo, muitos produtores administram atualmente duas commodities simultaneamente. A estratégia predominante tem sido intensificar a venda do milho e manter parte da soja armazenada, à espera de melhores oportunidades de mercado.

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