08/07/2026 17:41

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Dia dos Pais deve injetar R$ 339,220 milhões na economia de Mato Grosso do Sul

Comemorações superam presentes em movimentação financeira e impulsionam expectativa para o comércio e serviços.

Da Redação

Além da compra de presentes, comemorações em família devem impulsionar a movimentação econômica durante o Dia dos Pais em Mato Grosso do Sul (Foto: Magnific)

O Dia dos Pais de 2026 deve movimentar aproximadamente R$ 339,220 milhões na economia de Mato Grosso do Sul, resultado 8% superior ao registrado no ano passado. Mais do que um crescimento nas vendas do comércio, a pesquisa de intenção de consumo realizada pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS (IPF-MS), em parceria com o Sebrae/MS, mostra uma mudança no comportamento do consumidor: neste ano, os gastos com comemorações deverão superar aqueles destinados à compra de presentes, ampliando os efeitos da data sobre bares, restaurantes, churrascarias e demais segmentos de serviços.

Segundo o levantamento, as comemorações deverão movimentar R$ 185,800 milhões, enquanto a compra de presentes deve gerar R$ 153,410 milhões em vendas. O gasto médio também revela equilíbrio entre as duas modalidades: serão R$ 239,35 destinados às celebrações e R$ 232,69 para presentes. Somados, os desembolsos chegam a uma média de R$ 472,04 por consumidor.

Embora 43,94% dos entrevistados afirmem que pretendem comprar presentes, 51,73% disseram que irão comemorar a data, indicando que o Dia dos Pais tem se consolidado cada vez mais como uma ocasião voltada ao convívio familiar e ao consumo de experiências, e não apenas à troca de presentes.

O perfil do consumidor que deverá impulsionar essa movimentação econômica é predominantemente formado por pessoas em idade economicamente ativa. As maiores participações estão entre consumidores de 35 a 44 anos (20,20%) e de 25 a 34 anos (20,12%), enquanto as mulheres representam 51,37% dos entrevistados. Também chama atenção a concentração de renda: 42,62% possuem renda familiar entre um e três salários mínimos e outros 20,72% recebem entre três e cinco salários mínimos, indicando que o desempenho esperado para a data será sustentado principalmente pelas famílias de renda intermediária.

A pesquisa também mostra que a maior parte desse público possui emprego formal. Os trabalhadores com carteira assinada representam 43,06% dos entrevistados, seguidos pelos empreendedores autônomos (16,74%), aposentados (12,49%) e empresários (10,74%).

Comércio físico segue predominante

Mesmo diante da expansão das vendas pela internet, o comércio presencial continua sendo a principal escolha dos consumidores sul-mato-grossenses. Entre aqueles que pretendem comprar presentes, 73,33% afirmaram que realizarão as compras em lojas físicas. Apenas 12,39% pretendem utilizar o comércio eletrônico de lojas tradicionais e 12,21% comprarão de profissionais autônomos pela internet.

Quando perguntados sobre onde pretendem realizar as compras presenciais, 82,24% apontaram o Centro das cidades como principal destino. Os bairros aparecem em segundo lugar, com 14,30%, seguidos pelos shopping centers, com 8,51%. O resultado reforça a importância do comércio central como principal polo de consumo durante uma das datas mais relevantes do calendário varejista.

Qualidade pesa mais que preço

Outro aspecto revelado pelo estudo é que o consumidor está menos sensível ao preço do que à qualidade do produto. Entre os critérios utilizados para definir o presente, 48,14% afirmaram priorizar a qualidade, percentual superior aos que disseram levar em consideração a escolha do próprio pai (36,65%) e o preço (27,15%). Produtos já conhecidos aparecem logo em seguida, com 25,61% das respostas.

Apesar dessa valorização da qualidade, a maior parte dos consumidores permanece dentro de uma faixa moderada de gastos. Quase metade (44,39%) pretende investir entre R$ 100 e R$ 200 no presente. Outros 21,43% devem gastar entre R$ 200 e R$ 300, enquanto 19,62% pretendem desembolsar até R$ 100.

Entre os itens mais procurados aparecem as roupas, citadas por 37,29% dos consumidores, seguidas por calçados (22,26%) e perfumes e cosméticos (21,90%). Também figuram entre as opções carteiras e acessórios, kits para churrasco, relógios, joias e ferramentas, demonstrando oportunidades distribuídas entre diversos segmentos do varejo.

Razões para não comprar são, em sua maioria, familiares

A pesquisa mostra ainda que a ausência de compra está muito mais relacionada a questões familiares do que à situação financeira. Entre os entrevistados que afirmaram não pretender presentear, 65,65% disseram que o pai já faleceu. Outros 12,07% informaram que o pai mora longe e 10,29% afirmaram não manter contato com ele.

Já os motivos diretamente ligados à condição econômica tiveram participação bastante reduzida. Apenas 2,63% disseram estar sem dinheiro, 0,92% citaram incerteza econômica, 0,43% mencionaram o desemprego e 0,50% afirmaram receio de gastar.

Esse comportamento indica que, para o comércio sul-mato-grossense, o desempenho da data dependerá menos das restrições financeiras e mais da disposição do consumidor em celebrar o Dia dos Pais, cenário que favorece tanto o varejo quanto os setores de alimentação, entretenimento e serviços.

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