07/07/2026 18:15

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CDL orienta comércio a preservar estoque da Copa e mirar vendas em 2027

Entidade defende estratégia para evitar perdas após eliminação da Seleção e aposta na Copa Feminina.

Da Redação

CDL Campo Grande orienta lojistas a evitar liquidações precipitadas e preservar parte do estoque para a Copa do Mundo Feminina de 2027 (Foto: CDL/Divulgação).

A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deixou um desafio para parte do varejo de Mato Grosso do Sul: o estoque de camisetas, bandeiras e outros produtos temáticos que foram adquiridos para atender à demanda do torneio. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande, a principal recomendação aos comerciantes é evitar liquidações precipitadas que comprometam a margem de lucro e transformar o excedente em uma oportunidade de venda no médio prazo.

Segundo o presidente da entidade, Adelaido Figueiredo, a frustração com o desempenho da Seleção fez com que muitos lojistas ficassem com mercadorias paradas e capital de giro imobilizado. Apesar disso, ele afirma que a reação imediata de reduzir drasticamente os preços pode gerar um prejuízo ainda maior ao negócio.

A avaliação da CDL é que o cenário muda a partir de 2027, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina. Para a entidade, o evento tende a renovar o interesse por produtos nas cores verde e amarela, permitindo que parte do estoque atual seja comercializada em condições mais favoráveis.

Estratégias para reduzir perdas

Como alternativa à queima de estoque, a CDL Campo Grande elaborou quatro orientações para o comércio. A primeira é armazenar adequadamente os produtos para comercialização durante a Copa do Mundo Feminina, utilizando embalagens que preservem as peças da umidade e da ação do tempo.

Outra estratégia sugerida é explorar o uso das cores verde e amarela em campanhas com apelo cívico, desvinculando os produtos exclusivamente do futebol. A entidade também recomenda a montagem de combos promocionais, utilizando as camisetas como complemento na venda de itens de maior margem, em vez de liquidá-las isoladamente.

Por fim, a orientação é reposicionar parte das peças como itens de moda casual, aproveitando a presença das cores da bandeira brasileira em tendências do vestuário jovem e ampliando as possibilidades de comercialização fora do contexto esportivo.

Para Adelaido Figueiredo, momentos como esse exigem planejamento e gestão do estoque. Segundo ele, preservar o capital investido e buscar alternativas de venda pode ser mais vantajoso do que promover liquidações imediatas, especialmente diante da perspectiva de um novo grande evento esportivo no país em 2027.

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