20/05/2026 01:09

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Suzano zera envio de resíduos industriais a aterros em Três Lagoas e transforma material em fertilizantes

Unidade reaproveitou mais de 776 mil toneladas de resíduos da produção de celulose e abastece produtores rurais em 62 municípios brasileiros

Da Redação

Central de Tratamento de Resíduos da Suzano em Três Lagoas (Foto: Suzano/Divulgação).

A Suzano zerou a destinação de resíduos industriais para aterros em sua unidade de Três Lagoas, um dos principais polos da indústria de celulose do país. A empresa passou a reaproveitar integralmente os resíduos gerados na produção de celulose, transformando o material em corretivos de solo e fertilizantes orgânicos utilizados por produtores rurais de 62 municípios brasileiros.

A iniciativa já resultou na produção de 280,6 mil toneladas de corretivos de solo e 46,2 mil toneladas de fertilizantes orgânicos. Os insumos abastecem mais de 400 produtores rurais em diferentes regiões do país, incluindo 15 municípios de Mato Grosso do Sul.

Segundo a companhia, mais de 776 mil toneladas de resíduos industriais foram reaproveitadas nos últimos anos, evitando o envio do material para aterros industriais e reinserindo os resíduos na cadeia produtiva agrícola.

O diretor de Operações Industriais da Suzano em Três Lagoas, Eduardo Ferraz, afirma que o projeto alia escala industrial e sustentabilidade.

“Hoje conseguimos reaproveitar integralmente os resíduos da produção de celulose, transformando-os em insumos que retornam ao campo e ao ciclo produtivo. Isso demonstra que é possível operar em larga escala com eficiência e estimular a economia circular”, destacou.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com a empresa Vida e faz parte dos investimentos realizados pela Suzano na ampliação da Central de Tratamento de Resíduos da unidade, implantada inicialmente para produção de corretivos de solo destinados às florestas da própria empresa.

Com a expansão da estrutura, concluída em 2021, a operação passou a incluir também a produção de fertilizantes orgânicos. A capacidade produtiva da planta de corretivos dobrou, passando de 2,5 mil toneladas por mês para 5 mil toneladas mensais. Já a planta de fertilizantes orgânicos pode produzir até mil toneladas por mês, além de 1,5 mil toneladas de substrato orgânico.

Os corretivos de solo são produzidos a partir de resíduos industriais inorgânicos gerados no processamento da celulose, como cal, dregs, grits e cinzas de biomassa. Já os fertilizantes utilizam lodos provenientes da estação de tratamento de efluentes e cascas de eucalipto antes descartadas.

A evolução da produção ao longo dos anos mostra o avanço da estratégia da companhia. Em 2020, a unidade produziu cerca de 36 mil toneladas de insumos agrícolas. Em 2025, o volume ultrapassou 67,7 mil toneladas, crescimento próximo de 90%.

Além da destinação ambientalmente adequada dos resíduos, a Suzano afirma que a iniciativa fortalece a cadeia agrícola local ao ampliar o acesso a insumos utilizados no manejo do solo.

“Além do ganho ambiental, a iniciativa também contribui para fortalecer empresas parceiras e gerar emprego e renda na região”, afirmou Eduardo Ferraz.

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