21/04/2026 10:05

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Brasil mira Alemanha como parceiro estratégico em biocombustíveis

CNI destaca potencial do país na transição energética e aposta em acordo com União Europeia para dobrar comércio bilateral.

Da Redação

Ricardo Alban, presidente da CNI, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha na Feira de Hannover. (Foto: Michelle Fioravanti / CNI).

O Brasil busca ampliar sua inserção global na agenda de transição energética e vê na Alemanha um parceiro estratégico para o avanço dos biocombustíveis. A avaliação foi feita pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, durante a abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado na Feira de Hannover, na Alemanha.

Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro alemão Friedrich Merz, Alban destacou o potencial brasileiro para se consolidar como fornecedor de energia limpa ao mercado europeu.

Segundo ele, a ampliação dessa parceria depende da superação de barreiras, como a percepção de países europeus de que a produção brasileira de biocombustíveis representa risco ambiental. Alban afirmou que há dados que comprovam a sustentabilidade da produção nacional e o papel do país na descarbonização da indústria global.

O presidente da CNI também ressaltou que o Brasil reúne vantagens competitivas estratégicas, como matriz energética limpa e disponibilidade de minerais críticos, fundamentais para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia. A proposta, segundo ele, é avançar na agregação de valor e no desenvolvimento de cadeias industriais completas.

Durante o evento, Lula destacou o desempenho dos biocombustíveis brasileiros no cenário internacional e citou como exemplo um caminhão movido a biodiesel produzido no país, com redução de até 99% nas emissões em comparação a combustíveis tradicionais.

O presidente também reforçou que o Brasil oferece condições competitivas para a produção com energia limpa e barata, o que amplia as oportunidades de atração de investimentos e de inserção em cadeias globais sustentáveis.

Já Friedrich Merz afirmou que o Acordo Mercosul-União Europeia será decisivo para ampliar os negócios entre os países, com a expectativa de dobrar o comércio bilateral, que hoje gira em torno de US$ 20 bilhões, para US$ 40 bilhões nos próximos cinco anos.

O EEBA é promovido anualmente pela CNI em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e reúne lideranças empresariais e governamentais dos dois países. Nesta edição, realizada em Hannover, o Brasil foi o país homenageado da feira, considerada a maior do mundo no segmento de tecnologia industrial.

A Alemanha é atualmente o 11º principal destino das exportações brasileiras. Em 2024, as vendas para o país somaram US$ 6,5 bilhões, com impacto direto na geração de empregos e na produção nacional.

Ao longo das últimas décadas, Brasil e Alemanha consolidaram uma relação econômica robusta, especialmente nos setores industrial, automotivo, químico e de máquinas e equipamentos. A expectativa, agora, é que a agenda de sustentabilidade e energia limpa amplie ainda mais essa parceria.

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