Expansão média anual de 147,8 mil hectares reflete avanço da celulose e consolida nova dinâmica territorial no Estado.
Anderson Viegas

Entre 2020 e 2026, Mato Grosso do Sul registrou uma expansão acelerada da área cultivada com eucalipto, que cresceu 80,6% no período. A área passou de 1,1 milhão de hectares para 1,9 milhão de hectares, um acréscimo absoluto de 887 mil hectares em seis anos.
Na média, o avanço foi de aproximadamente 147,8 mil hectares por ano. O ritmo de crescimento equivale, anualmente, a uma área próxima ao tamanho da cidade de São Paulo, que possui cerca de 152,1 mil hectares ou 1.521 quilômetros quadrados.
De acordo com dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (SIGA-MS), o eucalipto ocupa atualmente 5,6% da área total do Estado, estimada em 35,713 milhões de hectares. Veja detalhes abaixo:

Mesmo com a expansão expressiva, a cultura ainda ocupa área inferior às principais atividades agropecuárias. A área de eucalipto é 2,36 vezes menor que a de soja no ciclo 2025/2026, que alcançou 4,691 milhões de hectares, e cerca de 8,3 vezes menor que a área de pastagens, que soma 16,485 milhões de hectares.
A madeira do eucalipto é a principal matéria-prima para a produção de celulose de fibra curta, segmento que tem impulsionado o crescimento da cultura no Estado. Em 2020, Mato Grosso do Sul contava com três linhas de produção em operação, todas em Três Lagoas, sendo duas da Suzano e uma da Eldorado Brasil.
Atualmente, o Estado possui quatro linhas de produção, com a entrada em operação da unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo. Além disso, há dois novos projetos em execução, da Arauco, em Inocência, e da Bracell, em Bataguassu, reforçando a tendência de expansão do setor.





