03/02/2026 14:51

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A cada 33 minutos, complexo florestal e de celulose e papel de MS contratou uma pessoa em 2025, aponta Novo Caged

A movimentação de mão de obra do complexo no estado dimensiona a importância da cadeia conjunta para Mato Grosso do Sul.

Anderson Viegas

MS tem a segunda maior área cultivada com eucalipto do país e é o maior produtor e o maior exportador de celulose do Brasil (Foto: Anderson Viegas/Made in MS).

A cada 33 minutos, em média, o complexo florestal e de celulose e papel de Mato Grosso do Sul contratou um trabalhador em 2025. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), no ano passado foram 15.874 admissões, considerando as áreas agrícola e industrial do segmento (veja detalhes na tabela abaixo).

A média, de acordo com os dados do Novo Caged, foi de 43,5 admissões de colaboradores por dia e 1,81 por hora. Em contrapartida, o número de desligamentos também foi expressivo no setor: 15.566, o que resultou em um saldo de 308 novas vagas preenchidas ao longo do ano e em um estoque para a cadeia agrupada de 23.035 postos de trabalho.

A movimentação de mão de obra do complexo no estado dimensiona a importância da cadeia conjunta para Mato Grosso do Sul. O estado é o segundo do país em área cultivada com eucalipto.

Relatório anual da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) apontava 1,515 milhão de hectares em 2024, mas dados mais recentes do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA-MS) já indicam um salto nessa área para 1,890 milhão de hectares.

Segundo o SIGA-MS, essa produção do estado está distribuída em 74 municípios, com maior concentração na costa leste, em razão da formação do cluster da celulose. Ribas do Rio Pardo concentra 26,8% da área total, cerca de 506,5 mil hectares.

Além disso, o estado é o principal produtor e o maior exportador de celulose do país. O produto respondeu por 28,98% da receita de tudo o que Mato Grosso do Sul vendeu para o mercado internacional no ano passado, o que representou US$ 3,111 bilhões.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (Sinpacems), Elcio Trajano Jr., o segmento reforça a importância da indústria para a diversificação do mercado de trabalho e para o desenvolvimento socioeconômico do estado.

“A contribuição do setor se reflete não apenas nos números absolutos de empregos formais, mas também no impacto positivo sobre a economia local, com geração de renda e fortalecimento de cadeias produtivas relacionadas. Entre os novos empregos gerados, a participação de mulheres demonstra o compromisso das empresas com diversidade de oportunidades e com a capacitação profissional no setor industrial”, comentou.

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