02/02/2026 19:51

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De cada quatro sacas de soja que MS ainda vai produzir na safra 25/26, uma já foi vendida

Corretora Granos aponta que já foi comercializada antecipadamente 26% da safra, o que representa cerca de 3,950 milhões de toneladas.

Anderson Viegas

Volume vendido antecipadamente, o total equivale a 57,2% de toda a soja que Mato Grosso do Sul exportou em 2025 (Foto: Freepik).

De cada quatro sacas de soja que Mato Grosso do Sul ainda vai colher na safra 2025/2026, uma já foi vendida. Segundo dados da Corretora Granos, coletados até 19 de janeiro, 26% das 15,195 milhões de toneladas da oleaginosa que os agricultores sul-mato-grossenses devem produzir, caso se confirmem as estimativas mais recentes do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA), já foram comercializadas, o que representa cerca de 3,950 milhões de toneladas.

Para dimensionar o volume vendido antecipadamente, o total equivale a 57,2% de toda a soja que Mato Grosso do Sul exportou em 2025, 6,894 milhões de toneladas, conforme o ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).Em relação ao mesmo período do ciclo anterior, a venda antecipada apresentou uma retração de 7,80 pontos percentuais nesta temporada.

Caso a estimativa se confirme, a produção deste ciclo será a maior da história da oleaginosa no estado. Em relação à safra passada, o incremento previsto é de 5,9%, com área cultivada de 4,794 milhões de hectares e produtividade média de 52,82 sacas por hectare.Até o dia 9 de janeiro, 74,9% das lavouras de soja de Mato Grosso do Sul estavam em condições boas, 18,7% em condição regular e 6,4% em situação ruim.

Dados do SIGA, tabulados pelo Departamento Técnico da Famasul no boletim Casa Rural – Agricultura, apontam que a colheita desta safra teve início na terceira semana de janeiro, em função de condições climáticas mais equilibradas, o que possibilitou o desenvolvimento da cultura em ritmo normal.

Mercado

Segundo análise da plataforma Trading Economics, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago registraram leve oscilação, diante da expectativa de que a China, que já atingiu a meta de adquirir 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos após a trégua comercial, continue importando a oleaginosa norte-americana.

A plataforma também aponta que a alta nos preços do óleo de soja deu suporte às cotações do grão, uma vez que o mercado aguarda a divulgação, em breve, das regras finais de biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), incluindo possíveis isenções para pequenas refinarias.

Por outro lado, exportações recordes de soja da América do Sul podem limitar novos avanços nos preços. No Brasil, que tem previsão de uma safra recorde de 176,1 milhões de toneladas, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) projeta embarques de 3,79 milhões de toneladas apenas neste mês de janeiro, um aumento de 238% em relação ao mesmo mês do ano anterior e um recorde histórico para o período.

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